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Assembleia da ONU marca o início da chamada “presidência da esperança”

Assembleia da ONU marca o início da chamada “presidência da esperança”

O tema da 76ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, que tem início nesta terça-feira, 14/09, é “Construindo resiliência por meio da esperança para se recuperar do COVID-19: reconstruindo de forma sustentável, respondendo às necessidades do planeta, respeitando os direitos das pessoas e revitalizando as Nações Unidas”.

A solenidade de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, na tarde desta terça-feira, marca o início da chamada “presidência da esperança”, com a posse do novo presidente eleito da 76ª sessão, Abdulla Shahid, que é ministro de Relações Exteriores das Maldivas. Ele assume no lugar do diplomata turco Volkan Bozkir, presidente da sessão anterior.

Shahid toma posse trazendo uma mensagem de esperança para o mundo, apontando que a pandemia do COVID-19 mostrou o que “há de melhor na humanidade”, referindo-se a todos os esforços empreendidos para salvar vidas. “Vimos médicos, enfermeiros e muitas pessoas comuns que colocaram suas vidas em risco para ajudar os outros”, destacou.  Ele afirma que podemos vencer a crise climática nos comprometendo a manter o aumento da temperatura (média global, na comparação com o período pré-industrial) em 1,5 grau Celsius. “Há esperança para o mundo e a humanidade”, sentencia.

A ONU, no evento de abertura da Assembleia Geral deste ano, vai homenagear os 60 anos da morte do diplomata, economista e escritor sueco Dag Hammarskjöld. Ele foi Secretário-Geral das Nações Unidas de abrir de 1953 até 18 de setembro de 1961, quando faleceu, aos 56 anos, em um acidente de avião fretado durante uma missão oficial em Ndola, no norte da atual Zâmbia (Rodésia do Norte, na época). Ao todo, foram 15 vítimas fatais. As causas do acidente nunca foram esclarecidas. Hammarskjöld iria negociar um cessar-fogo com Moïse Tshombe, presidente da província separatista de Katanga, envolvendo a retirada de tropas belgas e a presença da Força de Manutenção da Paz da ONU.

Até o dia 21 de setembro, mais de cem chefes de estado e de governo devem participar da Assembleia. Reuniões, conferências e encontros paralelos deverão ocorrer virtualmente durante esses dias. Um dos mais aguardados, de acordo com a agência de notícias da ONU, será a Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares, visando preparar o cenário das mudanças necessárias visando ao cumprimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável até 2030.

Tripla crise planetária, e os ataques aos povos indígenas

Nesta segunda-feira, 13 de setembro, a alta comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, mencionou – durante discurso ao Conselho de Direitos Humanos de Genebra – o que chamou de “tripla crise planetária”. Ela referiu-se às crises envolvendo as mudanças climáticas, a poluição e as perdas ambientais, que “estão impactando direta e de forma severa, os direitos à alimentação adequada, à água, à educação, à habitação, à saúde e ao desenvolvimento”.

Ao falar sobre a Amazônia, Bachelet disse estar alarmada com os ataques aos Povos Indígenas no Brasil. Ela mencionou especificamente os casos de ataques, por parte de garimpeiros e mineiros ilegais, aos membros das etnias Ianomami e Munduruku.

Bolsonaro deve discursar em 21 de setembro

O dia 21 de setembro vai abrigar a abertura dos debates gerais, no âmbito da Assembleia da ONU, com intervenções incluindo a do presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, e do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, de Portugal.

O tom do discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral já será uma prévia do posicionamento oficial do Brasil frente à Conferência do Clima. De acordo com a BBC, às vésperas da COP26, o governo brasileiro ainda está convencido de que o problema do país é principalmente “de imagem”. Essa linha de argumentação, de que o foco internacional no desmatamento da Amazônia atenderia a interesses comerciais, por parte de países europeus, para enfraquecer o agronegócio brasileiro, é veementemente criticada por ambientalistas e especialistas em relações internacionais. De acordo com fontes ouvidas pela BBC “o Brasil desperdiça, com isso, a chance de avançar em medidas mais ousadas de combate às mudanças climáticas”.

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